Wednesday, December 21, 2011

Poucas palavras. Poucos gestos. Poucos olhares.
Esperança.
Uma noite.
Mudança.

Heaven is a place on earth with you

Vem e me deixa ser alguém contigo. Vem, sozinho, sem preocupações. Vem, sem deixar que nada te contenha. Vem e me ajuda a descobrir a paixão da vida. Vem aqui.. Tu sabes que eu me fechei depois de ti. Resisti, desisti, não insisti.  
Vem, ainda sim, sabes que meu coração inteiro pertence só a ti. Não? Saiba que sim. Vem, que te jogo a chave que me abre, chave pros meus medos, minhas felicidades. Vem, que jogo para ti uma chave para o meu eu. Vem, até mim. Vem, me descobrir inteiro, cada partezinha minha que é tua. Secretamente, por muito tempo, foi tua. Sou fechada, não deixo abertura.. Tu sabes. Porém, acho ao menos engraçado a forma como é fácil me abrir contigo. É simples. Não é difícil ou ao menos complicado como com as outras pessoas. Isso me encantou.. Descobrir alguém para poder deixar minha leveza e meus pesares. Não sentir desconforto algum. Fluidez de uma conversa vazia, mas tão repleta de cada um de nós. Ser, leve e simplesmente até a hora da realidade voltar. Por isso acho que um pequenino pedaço de mim sempre foi um pouco seu. Guardei-me um pouco pra ti.
Vem, agora. Vem e não espera mais.. Porque nosso tempo é curto. Nosso tempo voa. Quem diria que depois desse tempo todo estaríamos onde estamos agora? 
Essa é a nossa hora. Vamos ser, juntos. Nada demais, sem compromisso. Vamos ver como nos saímos. Pelas ruas da cidade, um sorriso no rosto e uma garrafa na mão, de uma alegria que se fez efêmera. Dá pra ser feliz assim, tenho certeza. Contigo ao meu lado, sei que posso mais. Vem, mas me protege. Vem, me abriga e me faz bem. Vem, arranca de mim essa solidão antiga. Vem, preenche meu vazio, que só tu é capaz de fazer. Vem ser o que eu quero faz tempo. Vem, cair de cabeça na vida, sem olhar para trás, vem ter o que queremos. Vem, sem pensar no depois. Vem, viver nossa vida do melhor jeito.
Vem, mais perto. Vem até o meu coração.

Monday, November 7, 2011

segue, que teu caminho é longo

Dentro do nosso óbvio criamos a intimidade dos nossos gestos. Sei que dos detalhes não se lembra, por isso trato eu de lembrar.. Tantos olhares distante, distraídos. Sorrisos de brilho fosco. Esquecidos no silêncio do mundo, tendo nossas liberdades despedaçadas. A medida que fecha a porta, sufocava a lembrança de um amor.
Acabou o encanto.
Vai antes que a memória seja ruim. Vai, menina, abre os olhos, que a porta pro mundo é logo ali. Liberta sua alma presa. Ande sozinha, mas nunca só. E doe por inteiro a convicção da fé.

verás

Na falta, enxergará a falta que faz. Sentirá na flor da pele, a dor de que é capaz. Feita para existir dentro de cada um...
Haverá um dia em que cairá em si todo o pesar que a realidade traz. E cairá junto à ausência da felicidade, a certeza do seu individual. Vai perceber que o sorriso de um ninguém provocará, assim, o seu. E de vez em quando encontrará em novos ares a chance de recomeçar. Descobrir novos mundos todo o dia que vai para o passado aqui atrás.. Trará novos sentidos para dias vazios. E vais ser quando nunca mais encontrar por quê.
Sentir no ar o gosto de estar aqui.

Monday, October 17, 2011

e não é?



Tem mal algum viver assim despreocupado. Meio de lado, meio distante. Um tanto errante. Sem saber ou crer no futuro, ou no que a janela tem adiante.
Ter o relógio atrasado, o cabelo levantado, mancha de batom.
Levar na tranquilidade, com a simples vontade de ser. Estar de bem, assim, quando chegar em casa.
Acho tão linda a despreocupação. A arte de viver sem se importar.

Monday, September 26, 2011

solidão

Cansei de desvaneios, cansei das tempestades. Por maior o tempo que dure a chuva, vamos ficar aqui dentro. Longe do frio, do vento que traz meu cabelo em nós cruéis e ferozes. Castiga meu rosto e coloca nele lágrimas que não chorei. Não, não as chorei. Eu as guardei aqui dentro, e em meus sonhos, em meus cantos as chorei em segredo.  Porque vai demorar a passar a tempestade. As àrvores dançam ao som dos pingos a tilintar a janela da sala. Assim comigo terei algo, dentro de mim acharei a companhia no peso das lágrimas que não chorei.
Não há silêncio. Há um barulho que não cessa. Tão contínuo.
Dentro de mim há somente pensamentos. Alguns tão difíceis, profundos e longíquos. Outros apenas coisas do momento.
Há algo que não deixa a chuva cessar. Creio que devo resolver o que perburba o céu. Descarregarei as pesadas nuvens.
Derramar meu céu tão simplesmente.

bit harder

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There's reality, and then, there's us.
It is quite simple to understand these two things. That's what the entire story is about. There are love stories. There are great stories. There is reality. And, sometimes, things get hard for us.
Sometimes, things get complicated, what was, before, something to smile about, is now something you want to run away from. Sometimes, taking a day off all by yourself, doing the ethernal dolce far niente, is everything we need. Is something that we fight for, we argue for, we end beautiful stories for.
To see a sunset at the beach you go since you were a kid, to walk down your favourite street thinking about nothing, to get to know beautiful people you've never seen before, to have some time to go to new places, find a lovely place in your town, tell your story to somebody else... these are real things we do for ourselves, and nobody else. These things are the details we keep just for us, in particular. For that cliche me, myself and I.
These things are also worthy fighting for. Being happy without being dependent. Looking as far as your eyes are able to reach and smile, knowing you've always been there for you.

quando alguém tira palavras da sua boca.