Thursday, December 3, 2009

trilha sonora.

Palavras cantadas, sussuradas, berradas, declamadas. Poesias transformadas, transcrevidas, mudadas. Pensamentos usados, jogados fora, mudados conforme o contexto. Não fui eu a autora, não fui eu quem arquitetou. Não é minha a culpa de escrever esses versos categoricamente impressionantes e brilhantemente lindos, incrivelmente poéticos. Gostaria de ser a culpada por fazer alguém se sentir melhor com esses versos. Mas não sou. Enquanto isso apenas ouço-os com esperança, ouvindo cada mágica palavra, cada simples verso, que forma já um mágico conjunto, uma estrofe. Um conjunto de palavras misturadas. Uma mistura certa. Uma formação, que saiu da sua imaginação e fará com que eu e poucas pessoas mais sintam-se, de certa formas, compensadas, agora, pela falta de compreensão dada pelo mundo. Essa música lhe confortará, lhe dará essa compreensão. Em troca, a música e seus versos cuidadosamente contruídos, também serão compreendidos.
Será que ninguém compreende a repercução disso em mim, na minha vida? Palavras que posso reconhecer ou posso acreditar terem sido redigidas para mim, isso mudará algo. Perguntaram  a mim o que uma música pode mudar na vida de alguém. Eu pensei, repensei e agora digo, certa, absolutamente certa de que é relativo. Certa de que isso não poderei nunca responder por ninguém. Só posso responder pelos meus atos, e pelos de ninguém mais. E, sabe, uma música ensinou isso a mim. Pela janela do quarto, enquadrado, enquadrando meus mais vagos e meros pensamentos, eu agora vejo tudo o que a música fez a mim, por mim. Eu devo muito à música. A música que me tirou um problema das costas fazendo com que eu o resolvesse, a música que fez com que eu repensasse os meus atos mais do que o suficiente de vezes para eu ver que estava errada; a música que abriu meus olhos, meus caminhos e declarou esperança, várias vezes. A música que trilhou meu caminho mesmo eu tendo meus poucos dias de vida, a música que me deu experiência; a música que fez com que eu visse o que era certo e errado, fez com que eu declamasse as minhas palavras mais facilmente. A música de minha vida, cantalorando em meus ouvidos, sempre na minha trilha sonora. A música que renevou meus caminhos e esperanças. A música que sempre esteve ao meu lado. Espero poder assim, para sempre ficar. Com música aos ouvidos, sol na face, vento no corpo e um livro nas mãos.

só vê a dor.


Já tentei fazer com que você voltasse.
Também já tentei sozinho encontrar a solução
pra acabar com essa dor que hoje assola o meu coração.

Já tentei fazer com que você parasse
de brincar com o meu sentimento e me ouvisse então,
por um momento pra eu tentar te convencer que nada foi em vão.
Nada foi em vão.

Tenho medo que pra ti eu seja apenas mais um que te quer,
e você vai me ouvir no rádio e achar que é uma música qualquer.
Preste atenção,

Em cada verso só pra ti que eu vou cantar,
cada palavra que eu expresso visando te agradar,
não é o bastante pra tu perceber o quão grande é o meu
amor.
E a minha dor.

Já tentei de tudo pra você voltar,
Já tentei ser mais feliz só pra fazer você chorar.
Não vejo resultados, só meu coração que vê a dor.

Não há nada que eu possa fazer
pra ter você de volta pra mim.
E eu sento e tento ao menos entender
 o que eu fiz de tão ruim
Mas eu não sei, eu não sei.


Onde está todo amor que eu te dei?
Foi pra onde que eu não sei.
Só tristeza e solidão.

Vão ficar marcadas no coração,
Nisso eu te dou razão
É impossível viver só
Sorrindo.
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Onde Está, do Fresno. Mminha música/refúgio nos piores momentos.

up high

Give me that line again,
He's not coming home again tonight.
Momma, wipe those tears from your cheeks,
It don't make no difference now.
Remind me one last time that you won't ever go.
The whales can't swim without the tide ,
And birds won't fly without the stars in the sky.

I can't feel without your touch
I can't dream without your smile
I can't live without your love

Oh Momma!

I cannot fall without your hand
I can't cry without your arms
I can't live without your love

Oh, Momma

Give me that song again,
Hold me closer than
You ever did before.
When I've given all I'll give you more
We'll keep on floating to the shore.
You can take a storm and turn it all around ,
And then the sun shines through
Oh, the story of your life
We have all been designed
But you're as real on the outside,
Momma.

See when it all comes back around,
And he still can't figure out
How he let you get away.
You just keep your head up high
And know it's better off that way.


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Oh Momma, de Justin Nozuka. It's for you, mom. It's about what I never had the chance to say to you. If I ever had, I would say this.
And the picture says everything, doesn't it?

Tuesday, December 1, 2009

base de tudo.


Começou em um escuro pertubador, assustador, que parecia duradouro demais para os minutos que demoravam a passar. Foi quando as luzes acenderam que voltou a alegria, a empolgação, a espera. Perdemos a primeira apresentação. Fomos rezar para que dessa tudo certo. O momento não pode ser explicado. A força e a confiança que eram colocadas em nossos ombros a cada palavra dita era um incentivo, um motivo a mais para darmos tudo o que temos em cima daquele palco. Quebrá-lo, se fosse preciso. Relaxamos e nos concentramos, pensando cada vez mais no momento especial que era aquele estréia. Confiamos um nos outros para fazer cada um a sua parte, para que assim o grupo fosse completo e unido. Tensão. Chegou a hora de pararmos e descermos. As escadas agora pareciam nos assombrar e soprar o medo em nossos ouvidos, dizendo-nos coisas absurdas. Mas não, nada disso poderia sequer nos abalar. Estávamos certos de fazer aquilo certo, de um jeito único, do nosso jeito.
Era a hora, já estavam nos apresentando. Por entre duas cochias eu passava com meu
coração desesperadamente acelerado, querendo pular para fora de meu corpo.
Eu me concentrei em fazer certo, direito. Agora que eu pisara naquele palco, nada mais me faria sair dele. Agora eu prometera a mim mesma que daria tudo certo. Agora o medo desaparecera, fazendo com que eu relaxasse. Agora a música soava para todos ouvirem. Em minha cabeça agora eu me concentrava em fazer uma coisa apenas, em dançar. Dancei com vontade, com o coração, querendo ganhar o prêmio que não existia. Ser melhor do que qualquer um e deixar a nossa consciência limpa, era isso o que eu desejava, o que eu precisava. Não queria mérito para mim, e sim para o meu grupo que não cansa de ser um jóia preciosa para mim.
Sai e apenas senti os meus olhos quentes e cheios de lágrimas, pronto para deixá-las cair. Ao ver todos foi o necessário para os meus olhos as expulsarem, fazendo com que elas caíssem sem parar. Tudo valeu a pena. Tudo o que foi dado, agora fora recebido de volta. Tudo valeu naquele momento em que vi todos satisfeitos e chorando. Não me importava se era alegria ou a tristeza de ser a última estréia de alguns. Eu não me importava. O que me importava era apenas tê-los ao meu lado, dançando e sendo as pessoas que eu amo. Agora tudo o que eu queria fazer era sentar-me e olhar dentro de dois olhos marrons, mas que devido às lágrimas estavam verdes, e dizer que nada podia ter sido melhor e que essa nossa última estréia foi mais do que importante, foi memorável, pelo simples fato de eu estar ao seu lado. Agora uma palavra parecia estar sendo escrita em minha consciência: saudade. E eu sabia que eu já estava pronta para começar a senti-la.

Saturday, November 28, 2009

Laís



Um dia ensolarado, ou chuvoso. Quente ou frio. Eu estava de bom ou mau humor. Não me recordo. Eu me recordo de um fato em especial, apenas. O fato de eu começar a conversar com uma menina um tanto quanto tímida, meiga e muito carinhosa, a meu ver.
Eu percebi que uma nova amizade aflorava, de grão em grão, degrau em degrau.
Eu percebia que eu, agora, ia ter uma pessoa com quem contar em todas as horas, para sempre.
Ela é gentil meiga e indecisamente linda. Nunca sabe se faz o certo. Nunca sabe se é o certo para alguém, ou se o que ela faz é certo. Ela tem medo de magoar os outros, e age sempre de acordo como que quer, mas tendo a certeza de uma consciência limpa.
Seu olho brilha com boas notícias, suas pernas tremem com a expectativa. Ela tem aquele clichê próprio seu, no qual faz com que ela seja ela mesma. Sempre preocupada com quem importa para ela. Sofrendo, com esse mundo a castigá-la. Mas, apesar de eu saber que ela negará isso, eu aprendi muito com ela. Aprendi a não desistir de quem se ama, e cuidar de todos sem qualquer restrição. Aprendi que não se deve desistir do seu próprio amor. Aprendi que as pessoas podem ter mais do que uma chance. Devem ter duas.
Eu quero que ela saiba que eu a amo muito e que sempre me preocuparei com ela. E esse texto era só pro dia 19.
 

Wednesday, November 25, 2009

cheating eyes


Olhos traiçoeiros esses meus que inisistem em mentir para o meu coração. A cegueira parece tomar conta de meus sentidos, fazendo-me sofrer. A saudade, a falta de ter você comigo. Já conclui que o amor é um jogo perdido, do qual você já começa a jogar, perdendo. A verdade é tirada de mim, como se eu não tivesse o direito de saber nada sobre ela. Sufoquei-me em você, na mais absoluta asfixia parecia perder as minhas forças. Aos poucos perdendo os sentidos, e o próprio sentido da vida. Com as mãos atadas, apenas um sentido em mim, agora eu percebia. E esse sentido estava completa e totalmente aguçado. O sentido da saudade. Saudade essa que me consome. Você é a minha saudade. Saudade difícil essa a minha, que me consome pouco a pouco. Perdi as forças, como já disse. Mas a percepção parecia não fazer com que eu percebesse que havia um motivo para a minha força. E esse motivo é você. Meu motivo de tudo. Perdi você e não tenho mais nada. Agora perdi o meu ontem, e não tenho mais amanhã. Nâo tenho mais forças para sequer cogitar ter um amanhã sem você.

Tuesday, November 24, 2009

deny it


Ela prefere ler livros do que ver filmes. Prefere o errado do que o certo. Ela sempre precisa de drama e não comédia. Ela usa preto enquanto todos usam branco. Gosta de vermelho, se todos gostam de azul. Ela prefere seguir o caminho difícil ao caminho fácil. Em dias felizes ela acha melhor chorar do que rir. Ela prefere a aula de Artes do que a de Educação Física. Ela escolhe fotografias ao invés de quadros. Em dias tristes ela não vê a hora de ter um grande ataque de risos. Para ela o certo é ser errado, pois ser certo é normal. E ser normal é para os fracos. Ela odeia exageros e prefere o seu estilo particular do que a moda. Ela não gosta do futuro, prefere o pretérito. Ela não gosta de crianças, prefere os idosos. Ela não gosta de moda futurista, gosta de retrô. Ela gosta do clássico, das culturas que já se foram, ela gosta de resgatar o que parece impossível de ser salvo. Ela resgata as pessoas. Ela não vê razão de as pessoas deixarem de mandar as cartas.  Ela gosta da espectativa e prefere esperar ao ter as coisas de imadiato. Ela gosta da justiça, do justo, e sabe que isso às vezes faz com que regras tenham de ser quebradas. Ela é a alegria do sorriso de qualquer um que a deseja. Ela é o que quer ser, e não teme nada. Gosta da noite, embriagada na penumbra, mas também gosta dos raios de sol a refletir e desvendar a verdade, e arrancar a mentira dos rostos de todos os que passam perto demais para serem pegos. Ela gosta do clichê 'eu te amo'. Ela gosta das palavras e não dos dígitos. Ela prefere textos e poesias ao invés de qualquer outra coisa. Gosta de vinis, memso gostando dos CDs. Ela é ela mesma e todos a amam sem ela fazer esforço algum. Ela gostaria de reverter isso, assim como gostaria de reverter o mundo. Ela prefere o seu do que o do outro. ELa prefere o amor do que tudo.